Temer recebia propina da JBS desde 2010, segundo a PGR

Os pedidos de propina do presidente Michel Temer ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, ocorriam desde 2010, segundo anexo das delações do empresário à Procuradoria Geral da República (PGR).

O documento da PGR, intitulado Fatos Diretamente Corroborados por Elementos Especiais de Prova, vazado pelo site O Antagonista, afirma que Temer e Joesley (identificado como JB) teriam se encontrado “não menos que 20 vezes”, desde quando se conheceram em 2010, apresentados por Wagner Rossi, então ministro da Agricultura, “afilhado” político do atual presidente.

Durante as eleições de 2010, Temer teria recebido uma remessa de R$ 3 milhões (R$ 1 milhão oficial e R$ 2 milhões repassados a empresas) e outra de R$ 240 mil “em propina”, segundo a PGR. Nas eleições seguintes, em 2012, Temer voltou a solicitar outros R$ 3 milhões para a campanha de Gabriel Chalita (hoje no PDT, à época candidato pelo PMDB) à prefeitura de São Paulo, pagos em caixa 2.

O anexo também aponta que Joesley pagou, a pedido de Temer, “mensalinho” de R$ 100 mil a Wagner Rossi, por cerca de um ano, quando este deixou o ministério da Agricultura, em agosto de 2011. E outros R$ 20 mil mensais a Milton Hortolan, que havia sido secretário-executivo no mesmo ministério.

A partir de 2012, além de Rossi, Temer passa a “operar” com Joesley “em aliança” com Geddel Vieira Lima (ex-ministro da Casa Civil de Temer), Moreira Franco (atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência) e o ex-deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, todos do PMDB.

Com Temer na presidência, Geddel passa a ser o canal de “interlocução” do dono da JBS com o governo para tratar dos interesses do grupo no BNDES e outras esferas. Geddel também monitorava a situação de Cunha e Lucio Funaro (operador de propinas do PMDB), “sabedor de que JB (Joesley) provia o sustento de ambos”.

Quando Geddel sai do governo, Joesley passa então a se relacionar com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado pela Polícia Federal recebendo mala com R$ 500 mil reais de um emissário da JBS.

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